Porém, muitas mudanças ocorreram a partir do momento em que
foi criado o primeiro curso técnico de publicidade e propaganda. Na primeira
delas, em 1969, o Conselho Federal de Educação (CFE) instituiu a graduação em comunicação
social, por meio da resolução número 11/69, e colocou sob um amplo guarda-chuva
as habilitações em editoras, jornalismo, relação pública e publicidade e
propaganda.
Um currículo comum foi estabelecido para os primeiros anos
de todos os cursos, o que impediu que as particularidades de cada carreiras e
demandas regionais fossem elevadas em consideração na formulação da grades de disciplinas.
Isso fez com que muitos alunos interessados nas especificidades de cada curso,
desistissem de fazê-los por achar que as matérias práticas demoravam muito para
ser introduzidas. ‘’ mas com o tempo essas regras foram sendo burladas pelas
faculdades ‘’, afirma Luiz Fernando Garcia, diretor nacional do curso de comunicação
social da ESPM.
O vestibular, que antes era o mesmo para todos os candidatos
a comunicação social, foi substituídas por provas seletivas para cada habitação:
ou seja, quem queria ser jornalista presta vestibular pra jornalismo, e assim
por diante. A lei só era respeitada no diploma, que apresentava o graduado com
bacharel em comunicação social com habilitação em jornalismo, relações públicas,
publicidade e editoração. Na sala de aula o professor ensinava os alunos o que
era mais proveitoso.
Em dezembro de 1996, quando a Lei de Diretrizes de Base (lei
N° 9.394 do CNE/MEC) entrou em vigor, dando mais autonomia as instituições de
ensino para que elaborasse a grade disciplinar da graduação, as coisas
começaram a mudar nos cursos de comunicação social. O currículo básico, estabelecido
anteriormente pelo MEC, deu lugar à liberdade curricular. A decisão do Conselho
Nacional de Educação, órgão ligado ao Ministério da Educação, também permitiu
que as escolas criassem propostas pedagógicas
inovadoras e eficientes.
A introdução de matérias optativas no currículo também se
tornou uma prática comum nas escolas de comunicação. As faculdades passaram a
oferecer ao estudante a chances de aprofundar seus conhecimentos na área em que
pretendiam atuar. O estagio supervisionado , em agências publicitarias
experimentais ou empresas juniores, também foram introduzidas nas escolas de
publicidades.

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