domingo, 9 de junho de 2013

O CURSO

Os primeiros publicitários brasileiros eram autodidatas e produziam, em geral, anúncios informativos publicitados nos jornais do Rio de Janeiro no inicio do século 19. Somente em 1920 a fabricante de veículos norte-americana General motors montou um departamento de propaganda exclusivo no Brasil, o ‘’jeito brasileiro’’ de fazer publicidade começou a mudar.

No final da década de 1940, o crescimento vertiginoso do setor, impulsionado pelo pós-guerra, exigir um número cada vez maior de profissionais preparado para atender ás novas exigências do mercado. Criaram-se então programas de trainees, na expectativa de preencher os pontos que se abriram nas agencias mais os custo e o dispêndio de tempo dos profissionais que instruíam os novos contratados ameaçavam inviabiliza o trabalho.

Esse cenário fez com que os donos de agências partissem para uma disputa acirrada pelos profissionais mais bem qualificados. Os publicitários de criação foram alçados à condição de estrelas e seus salários atingirem valores altíssimos. A situação só começaria a mudar com a função do primeiro curso técnico de publicidade e propaganda, em outubro de 1951.

Depois de inúmeras pesquisas no Brasil e no exterior, em agências e universidades, o publicitário e escritor Rodolfo Lima Martensen (1915-1992) concluiu o projeto da Escola de propaganda, cuja primeira sede foi instalada nas dependências do Museu de Arte em São Paulo (Masp). Em 1961, quando deixou o Masp, a instituição mudou sua denominação para Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), a pioneira no País.

No inicio, o curso durava dois anos, e o currículo continha disciplinas estritamente técnicas – elementos da propaganda, técnicas de esboços (layout), arte-final, produção e arte gráfica, redação, rádio, cinema e televisão, mídia, estatística e pesquisa de mercado e promoção de vendas, por exemplo. As aulas, em sua maioria praticas, eram complementadas com visitas a veículos de comunicação (jornais, revistas, emissoras de rádios e televisão), agências, anunciantes e fornecedores, além de mesas-redondas e seminários

Nenhum comentário:

Postar um comentário