segunda-feira, 14 de outubro de 2013

AS TEORIAS MODERNAS DE GESTÃO E A RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL
A partir da base de conhecimento trazida pelas escolas de administração e do estabelecimento da administração como um campo de ciência, foi possível ampliar a visão mecanicista, psicológica e social para uma visão holística. Assim, conceitos da física quântica e da biologia passaram a entregar o universo de referências dos teóricos da Administração, produzindo as concepções moderna de gestão, como a Teoria dos sistemas, o desenvolvimento organizacional e abordagem contingencial.



1.TEORIA DOS SISTEMAS

A Teoria dos Sistemas nasce no contexto pós Segunda Guerra Mundial, quando já se percebia o quanto a realidade se afetava a todos; num ambiente de superespecialização em que a aria de conhecimento tendiam para um forte ligamento. Não por acaso, surge a Teoria Geral dos Sistemas, cujos principais trabalhos  foram apresentados entre 1950 e 1968, pelo biólogo alemão, Ludwig Von Bertalanffy estabelecida que havia algo em comum entre todas as ciências, de forma não compartimentalizada. Em linhas gerais, Bertalanffy estabelecia que havia algo em comum entre todas as ciências e que era possível pensar em algo mais integrado e relacionado, com base nas seguintes premissas:

1.      Os sistemas os abertos e comunicam-se entre si, troca, assim características entre si (por exemplo: recebo do fornecedor a matéria-prima e repasso para o mercado o produto; recebo uma pergunta no telemarketing e devolvo uma resposta);

2.      Há sistema dentro de sistema (por exemplo: a organização esta dentro de um bairro, que por sua vez está dentro de uma cidade, que por sua vez está dentro de um país. O mesmo exemplo vale para o contexto organizacional, pois a organização possui sistema e subsistema internos, na medida em que o setor e subordinado a uma gerência, que subordinada a uma diretoria; que é subordinada a uma presidência; que, por sua vez, pertence a um ramo de atividade de determinado setor);

3.      As funções de um sistema dependem de sua estrutura (por Exemplo: a mesma função em outra estrutura sofrerá mudanças).

A Princípio, parece difícil imaginar de que forma essas premissas poderiam ser relacionada ao campo da Administração e das ciências em geral- e essa é uma das criticas feitas à Teorias Geral dos Sistemas. Entretanto quando observamos a maneira como nos referimos a uma série de assuntos de diversas áreas da ciência, constatamos que há forte influência dessa preposição, pois falamos sobre “Sistemas Sociais”, “Sistemas Econômicos”, “Sistemas Políticos”, “sistemas de Gestão” e assim por diante.

Portanto, intuitivamente, entendemos que uma realidade não acontece isolada de algum tipo de associação ou estrutura. Assim, a principal herança quando transpomos a Teoria dos Sistemas para o âmbito da Administração é considerada a organização como um “Sistema aberto” em que:


1.      A relação da organização com o meio ambiente a modifica e vice-versa;


2.      A organização é também um sistema construtivo por outros sistema interdependente em que a mudança em uma das parte provoca mudança em toda a estrutura;


3.      A organização busca equilíbrio constante nesse processo dinâmico e sua permeabilidade com o ambiente pode ser maior ou menor dependendo das barreiras impostas por suas fronteiras e limites.


Figura: a organização como um sistema aberto 


 











A parti dessa concepção foi possível pensar a organização de forma holística, ou seja, quando o todo é maior do que a soma das partes; e também como um sistema complexo, formada por subsistema. Graças a esse entendimento, podemos entender que a plasticidade dos processos de mudança e também a adaptabilidade organizacional se dão a partir do contexto em que a organização se situa e dos processos de troca estabelecidas.