AS TEORIAS MODERNAS
DE GESTÃO E A RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL
A partir da base de conhecimento trazida pelas escolas de
administração e do estabelecimento da administração como um campo de ciência,
foi possível ampliar a visão mecanicista, psicológica e social para uma visão holística.
Assim, conceitos da física quântica e da biologia passaram a entregar o
universo de referências dos teóricos da Administração, produzindo as concepções
moderna de gestão, como a Teoria dos sistemas, o desenvolvimento organizacional
e abordagem contingencial.
1.TEORIA DOS SISTEMAS
A Teoria dos
Sistemas nasce no contexto pós Segunda Guerra Mundial, quando já se percebia o
quanto a realidade se afetava a todos; num ambiente de superespecialização em
que a aria de conhecimento tendiam para um forte ligamento. Não por acaso,
surge a Teoria Geral dos Sistemas, cujos principais trabalhos foram apresentados entre 1950 e 1968, pelo biólogo
alemão, Ludwig Von Bertalanffy estabelecida que havia algo em comum entre todas
as ciências, de forma não compartimentalizada. Em linhas gerais, Bertalanffy
estabelecia que havia algo em comum entre todas as ciências e que era possível
pensar em algo mais integrado e relacionado, com base nas seguintes premissas:
1. Os sistemas os abertos e comunicam-se
entre si, troca, assim características entre si (por exemplo: recebo do
fornecedor a matéria-prima e repasso para o mercado o produto; recebo uma
pergunta no telemarketing e devolvo uma resposta);
2. Há sistema dentro de sistema (por
exemplo: a organização esta dentro de um bairro, que por sua vez está dentro de
uma cidade, que por sua vez está dentro de um país. O mesmo exemplo vale para o
contexto organizacional, pois a organização possui sistema e subsistema
internos, na medida em que o setor e subordinado a uma gerência, que
subordinada a uma diretoria; que é subordinada a uma presidência; que, por sua
vez, pertence a um ramo de atividade de determinado setor);
3. As funções de um sistema dependem de sua
estrutura (por Exemplo: a mesma função em outra estrutura sofrerá mudanças).
A Princípio, parece difícil imaginar de que forma essas premissas
poderiam ser relacionada ao campo da Administração e das ciências em geral- e
essa é uma das criticas feitas à Teorias Geral dos Sistemas. Entretanto quando
observamos a maneira como nos referimos a uma série de assuntos de diversas áreas
da ciência, constatamos que há forte influência dessa preposição, pois falamos
sobre “Sistemas Sociais”, “Sistemas Econômicos”, “Sistemas Políticos”, “sistemas
de Gestão” e assim por diante.
Portanto, intuitivamente, entendemos que uma realidade não acontece
isolada de algum tipo de associação ou estrutura. Assim, a principal herança
quando transpomos a Teoria dos Sistemas para o âmbito da Administração é
considerada a organização como um “Sistema aberto” em que:
1. A relação da organização com o meio
ambiente a modifica e vice-versa;
2. A organização é também um sistema
construtivo por outros sistema interdependente em que a mudança em uma das
parte provoca mudança em toda a estrutura;
3. A organização busca equilíbrio constante
nesse processo dinâmico e sua permeabilidade com o ambiente pode ser maior ou
menor dependendo das barreiras impostas por suas fronteiras e limites.
Figura: a organização
como um sistema aberto
A parti
dessa concepção foi possível pensar a organização de forma holística, ou seja,
quando o todo é maior do que a soma das partes; e também como um sistema
complexo, formada por subsistema. Graças a esse entendimento, podemos entender
que a plasticidade dos processos de mudança e também a adaptabilidade organizacional
se dão a partir do contexto em que a organização se situa e dos processos de troca
estabelecidas.
