segunda-feira, 10 de junho de 2013

OS CURSOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL


Porém, muitas mudanças ocorreram a partir do momento em que foi criado o primeiro curso técnico de publicidade e propaganda. Na primeira delas, em 1969, o Conselho Federal de Educação (CFE) instituiu a graduação em comunicação social, por meio da resolução número 11/69, e colocou sob um amplo guarda-chuva as habilitações em editoras, jornalismo, relação pública e publicidade e propaganda.
Um currículo comum foi estabelecido para os primeiros anos de todos os cursos, o que impediu que as particularidades de cada carreiras e demandas regionais fossem elevadas em consideração na formulação da grades de disciplinas. Isso fez com que muitos alunos interessados nas especificidades de cada curso, desistissem de fazê-los por achar que as matérias práticas demoravam muito para ser introduzidas. ‘’ mas com o tempo essas regras foram sendo burladas pelas faculdades ‘’, afirma Luiz Fernando Garcia, diretor nacional do curso de comunicação social da ESPM.

O vestibular, que antes era o mesmo para todos os candidatos a comunicação social, foi substituídas por provas seletivas para cada habitação: ou seja, quem queria ser jornalista presta vestibular pra jornalismo, e assim por diante. A lei só era respeitada no diploma, que apresentava o graduado com bacharel em comunicação social com habilitação em jornalismo, relações públicas, publicidade e editoração. Na sala de aula o professor ensinava os alunos o que era mais proveitoso.

Em dezembro de 1996, quando a Lei de Diretrizes de Base (lei N° 9.394 do CNE/MEC) entrou em vigor, dando mais autonomia as instituições de ensino para que elaborasse a grade disciplinar da graduação, as coisas começaram a mudar nos cursos de comunicação social. O currículo básico, estabelecido anteriormente pelo MEC, deu lugar à liberdade curricular. A decisão do Conselho Nacional de Educação, órgão ligado ao Ministério da Educação, também permitiu que as escolas  criassem propostas pedagógicas inovadoras e eficientes.


A introdução de matérias optativas no currículo também se tornou uma prática comum nas escolas de comunicação. As faculdades passaram a oferecer ao estudante a chances de aprofundar seus conhecimentos na área em que pretendiam atuar. O estagio supervisionado , em agências publicitarias experimentais ou empresas juniores, também foram introduzidas nas escolas de publicidades.

domingo, 9 de junho de 2013

O CURSO

Os primeiros publicitários brasileiros eram autodidatas e produziam, em geral, anúncios informativos publicitados nos jornais do Rio de Janeiro no inicio do século 19. Somente em 1920 a fabricante de veículos norte-americana General motors montou um departamento de propaganda exclusivo no Brasil, o ‘’jeito brasileiro’’ de fazer publicidade começou a mudar.

No final da década de 1940, o crescimento vertiginoso do setor, impulsionado pelo pós-guerra, exigir um número cada vez maior de profissionais preparado para atender ás novas exigências do mercado. Criaram-se então programas de trainees, na expectativa de preencher os pontos que se abriram nas agencias mais os custo e o dispêndio de tempo dos profissionais que instruíam os novos contratados ameaçavam inviabiliza o trabalho.

Esse cenário fez com que os donos de agências partissem para uma disputa acirrada pelos profissionais mais bem qualificados. Os publicitários de criação foram alçados à condição de estrelas e seus salários atingirem valores altíssimos. A situação só começaria a mudar com a função do primeiro curso técnico de publicidade e propaganda, em outubro de 1951.

Depois de inúmeras pesquisas no Brasil e no exterior, em agências e universidades, o publicitário e escritor Rodolfo Lima Martensen (1915-1992) concluiu o projeto da Escola de propaganda, cuja primeira sede foi instalada nas dependências do Museu de Arte em São Paulo (Masp). Em 1961, quando deixou o Masp, a instituição mudou sua denominação para Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), a pioneira no País.

No inicio, o curso durava dois anos, e o currículo continha disciplinas estritamente técnicas – elementos da propaganda, técnicas de esboços (layout), arte-final, produção e arte gráfica, redação, rádio, cinema e televisão, mídia, estatística e pesquisa de mercado e promoção de vendas, por exemplo. As aulas, em sua maioria praticas, eram complementadas com visitas a veículos de comunicação (jornais, revistas, emissoras de rádios e televisão), agências, anunciantes e fornecedores, além de mesas-redondas e seminários