Na televisão, uma nova forma de anunciar
Com a chegada da televisão,
a partir dos anos 50, a publicidade Brasileira ganhou novo fôlego. O otimismo pós-guerra
também fortaleceu o consumo e, consequentemente fez aumentar a produção. E para
facilitar as compras, surgiram os crediários. Com isso criaram a Associação
Brasileira de Anunciantes (ABA) e, a Associação Brasileira de Agencias de
Propaganda (Abap).
A televisão inaugurou uma nova forma de anunciar os
produtos, os programas e comercias eram produzidos por agências publicitarias,
como a McCann-Erickson e a Thompson inspiradas no modelo norte-americano.
Atrela ao crescimento
econômico e industrial do país, o mercado publicitário do brasileiro progrediu
sensivelmente, com São Paulo à frente. Na época, para atender o setor automobilístico
paulista, as agencias tiveram de ‘’importa’ ’publicitários cariocas. Foi à
iniciativa do Museu de Arte de São Paulo de organizar o Primeiro Salão Nacional
de propaganda em dezembro de 1950. Com o sucesso do evento resultou a idealização
da primeira faculdade de publicidade no país - em 1951 foi a atual escola
Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), que teve o Masp como sede inicial. Nisso
veio a revista Propaganda, criada em
1956, dedicada ao mercado publicitário.
O Brasil começou a participar e ganhar prêmios importantes
nos festivais internacionais de publicidade. O primeiro premio foi um Leão de prata, no Festival de Cannes de
1971: um comercio para mortadela Swift
feito por Júlio Ribeiro na época um dos mais proeminentes publicitário brasileiro.
Foi o início do período de maior glamour para o setor. Hoje, a propaganda provê
o sustento de boa parte da mídia nacional – jornais, revistas, emissoras de TV
e de radio, cinema e interne. Sem publicidade, seria praticamente impossível a existência
de comunicação.
Nenhum comentário:
Postar um comentário